06/09/2009

PARTIDA...


Um novo ano se inicia. Que seja um ano novo na alegria que não na ambição, que essa já é antiga. E que no final todos cortemos o fio de chegada sem voltarmos a andar no fio da navalha.

No primeiro dia, foi adoptado o tema As Vindimas para a recepção aos professores. Boa escolha, dizemos nós, já que vamos ter muito terreno para vindimar. Depois de tudo espremido, esperamos que a colheita seja melhor que a do ano anterior, mesmo que não resulte em Vintage.

13/07/2009

O BALANÇO...


O ano está a chegar ao fim. É tempo de enterrar os fantasmas e tratar das feridas provocadas pelo terramoto.

Para aqui verteremos os balanços que nos fizerem chegar, sendo que o BRISA tratará igualmente de, no final, deixar o seu.

Por se tratar de um blog institucional, os nossos posts têm um carácter menos opinativo que expositivo em que o cunho pessoal se restringe a aspectos de ordem estética e formal.

De qualquer modo, não deixaremos de nos pronunciar sobre as questões essenciais que marcaram este ano lectivo, numa perspectiva pedagógica (como convém) com maior ou menor acento catártico.

A todos os que nos acompanharam com os seus contributos e as suas visitas queremos agradecer e desejar umas boas e revigorantes férias. Prometemos que, pontualmente, aqui viremos matar a vossa e a nossa sede de novidades com pequenos salpicos veraniegos.

Até breve!

12/07/2009

AINDA O RIO DOURO...


RIO DOURO

Rio Douro
De ouro o anel
Anel de Saturno
Saturno planeta
Planeta solar
Solar do Marquês
Marquês de Pombal
Pombal das pombas
Pombas da paz
Paz e amor
Amor ao próximo
Próximo comboio
Comboio a vapor
Vapor de água
Água com peixes
Peixes do rio
Rio Douro

Luísa Ducla Soares


E para motivar à leitura durante as férias que se aproximam:

LIVRO

Livro
um amigo
para falar comigo
um navio
para viajar
um jardim
para brincar
uma escola
para levar
debaixo do braço.
Livro
um abraço
para além do tempo
e do espaço.

Luísa Ducla Soares

07/07/2009

POR ESTE RIO ACIMA...


Conforme tinha "ameaçado" aquando da visita gastronómico-cultural a Tormes, a Oficina de Leitura organizou uma outra Rio Douro acima, mais propriamente num barco poético na companhia do diseur Nuno Miguel Henriques.

O evento realizou-se no passado dia 3 à noite e nele participaram professores e funcionários acompanhados de alguns familiares. Foi um óptimo convívio, em que todos desfrutaram durante uma hora as belezas nocturnas das margens do Rio Douro, ao som de poesia portuguesa.

Felizmente, todos regressaram! As vicissitudes de um ano lectivo extremamente problemático e atribulado, lançavam por sobre as águas escuras e profundas do Douro algumas sementes de angústia e premonitória inquietação. Mas não... Forrester vai ter de esperar.


POR ESTE RIO ACIMA

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima

Fausto Bordalo Dias


24/06/2009

O ESPAÇO TRICOLOR E OS PATRONOS

Já aqui demos conta do ESPAÇO TRICOLOR e dos PATRONOS das várias turmas. Pois bem, a seguir reproduzimos alguns dos "retratos" concebidos por alguns alunos que, no intervalo entre as aulas da manhã e da tarde, frequentam aquele "ESPAÇO" e criam estas pequenas maravilhas, em lugar de ficarem a clicar nos computadores.

Ora vejam:


Estes trabalhos vão ser emoldurados e colocados nas respectivas salas de aula.

22/06/2009

MOVIMENTO...


O Departamento de Educação Artística e Tecnológica promoveu neste final de ano uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos a que deu o título de MOVIMENTO.

Tem obras verdadeiramente deliciosas! Parabéns aos alunos e aos seus professores.

Aqui fica uma amostra:

19/06/2009

UMA CARTA, SIMPLESMENTE...

(Clicar para aumentar)


Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos (Heterónimo de Fernando Pessoa)


Lato sensu, a carta de um encarregado de educação agradecendo e elogiando o trabalho e a dedicação dos professores ao longo do ano, responsáveis pelos progressos evidentes do seu educando, pode ser considerada por nós professores, uma carta de amor. Com uma pequena diferença relativamente às do poema: não é ridícula. Ao contrário de outras, não propriamente cartas, que nos passaram pelas mãos nos últimos tempos.

Não oferecemos o peito às medalhas (às balas talvez), mas é gratificante verificar que ainda existe, de vez em quando, quem nos reconhece, não só de vista...